16 outubro 2017
Iany Tavares

Resenha de Livro #280: Sortilégio - Rachel Hawkins


Autor: Rachel Hawkins
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086075
Ano: 2013
Páginas: 304
Onde Comprar: Amazon | Livraria Saraiva
Classificação:

Esse livro é o primeiro da série Hex Hall, escrito pela autora Rachel Hawkins e publicado no Brasil pela editora Galera Record.

Nessa ficção, vemos a história de Sophie, uma bruxa de 16 anos, que é mandada para o colégio Hex Hall, um internato onde vivem bruxas, metamorfos, lobisomens, etc, por conta de seus poderes e os problemas em que esses dons geralmente a colocam. Nessa escola, ela conhece um charmoso, e lindo, feiticeiro, que a encanta desde o segundo encontro - às vezes o amor não é à primeira vista, né? -, uma vampira mega odiada, e um clube de bruxas negras.

Além de ter que aprender a controlar os seus dons, ela descobre que existem grupos inimigos que odeiam tudo relacionado ao mundo supernatural, que estão dispostos a matar todos esses seres, principalmente ela.

Esse livro foi uma leitura mega rápida e confortável. Nele, vemos como a vida dos seres sobrenaturais não é tão fácil como sempre imaginamos e que um erro pode trazer milhares de consequências, a maioria ruins.

Preciso começar essa resenha falando que este livro me decepcionou um pouco. Achei a protagonista muito forçada em diversas ocasiões, assim como a maioria das pessoas ao redor dela. Muitas informações eram "jogadas" para o leitor de forma completamente imprópria, fazendo com que tudo ficasse um pouco confuso.

Para começar, vemos que Sophie já está apaixonada pelo "mocinho" no segundo encontro dele - cerca de 30 minutos depois do primeiro encontro - e como ela fica batendo nessa tecla várias vezes no decorrer do livro. Achei o romance completamente forçado. Parecia que ela precisava gostar dele logo de cara, para que a narrativa pudesse ter continuação, mas esse romance se tornou completamente chato e desnecessário. Eles mal conversavam e ela já estava tendo um tombo enorme por ele e eu fiquei tipo: Oi?

Além disso, os personagens eram totalmente extremos: ou eles odiavam ela, ou a amavam. Não tinha um meio termo. Acontece que a maioria odiava ela por nenhum motivo aparente, o que deixou tudo meio chato, entendem? Eles viam muita coisa onde só tinha um grão de feijão.

Confesso que, apesar disso, a autora conseguiu me cativar por manter certo suspense sobre as misteriosas coisas que estavam acontecendo em Hex Hall, e só por isso mesmo. Sou mega curiosa, e ela conseguiu fazer com que eu continuasse a ler a obra por conta disso.

O final, em comparação com o início e meio do livro, é bem legal e compensa, um pouco, o deslize que a autora cometeu no decorrer desta obra, por conta da aparição de diversas respostas sobre o que estava acontecendo em Hex Hall.

Apesar do romance forçado, o contexto a a situação que circula a história é interessante, mas não a ponto de fazer com que algumas pessoas continuassem a ler este livro.

Sortilégio é o primeiro volume da série Hex Hall, e eu já já trarei a continuação da história de Sophie.

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2 COMENTÁRIOS:

  1. Olá Iany, que pena que a história não tenha convencido tanto,e que tenha sido arrastada.
    Gosto muito desse gênero de livro,onde seres sobrenaturais se encontram,e que tudo é possível.
    Se algum dia eu vier a ler esse livro,acredito que vou continuar a leitura exatamente pelos mesmos motivos que os seus; Sou muito curiosa. E fico sempre na expectativa quando há um mistério ou suspense na trama.

    Quanto a capa,gostei bastante!
    Acho que mostra os "dois lados" da personagem. ;)

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  2. Oi! É uma pena quando a obra tem tudo para ser boa, mas o autor(a) acaba não sabendo desenvolver. Eu amo histórias sobre seres sobrenaturais! Mas que pena ter um romance forçado (Deus pq os autores insistem em colocar romance onde não precisava?), e que chato o fato dos personagens serem 8 ou 80. Pretendo ler por gostar bastante do gênero, mas já sei que não devo criar muitas expectativas. Beijoss

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