29 setembro 2017
Nicoli Vieira

Review de Série #15: Atypical


Olá, leitores e amantes de séries! Hoje trago uma série pela qual me apaixonei desde o primeiro episódio. Estou falando de Atypical, uma série criada pela Robia Rashid e estrelada pelo Keir Gilchrist, e temos como foco central o autismo.
“Qual é o seu problema? Sério, você é retardado? Tem algo errado com seu cérebro?”
Para quem acompanha a Netflix sabe que ela sempre lança um filme ou uma série sempre há uma crítica por trás ou uma mensagem para nós, como é o caso de "13 Reason Why" e "Black Mirror", e não poderia ser diferente em seu novo lançamento. Em Atypical, temos como foco central o Sam, um jovem de 18 anos diagnosticado com autismo. Entre suas seções com sua terapeuta, Júlia, ele expressa sobre seu desejo de ter uma namorada, e sua doutora o incentiva a seguir em frente. Mas se não já não é fácil para nós encontrarmos alguém que nos ame e que nos ame de volta, imagina para quem sofre desse distúrbio. Então Sam começa a procurar maneiras de entender o amor, mas descobre que é mais complicado do que se poderia imaginar.
Entre suas idas e vindas de pesquisas, ele descobre que está apaixonado pela Júlia, que além de ser quase dez anos mais velha que ele, já possui um namorado; então, aconselhado pelo pai, ele arruma uma "namorada de teste" para que ele possa entender o significado do amor e poder se encaixar nessa sociedade. Porém, a série não gira apenas em torno do Sam, temos a Elsa, mãe do Sam que começa a ter um caso fora do casamento; o Doug, pai do Sam, que ainda não conseguiu compreender que o seu filho tem autismo mas aos poucos vai compreendendo o universo vasto que é a mente de seu filho; a Casey, irmã alguns anos mais nova que o Sam, que nunca teve atenção total nela por causa do irmão, e por fim temos o Zahid, o amigo do Sam, um grande "pegador".
“Pinguins ficam juntos para sempre. Por isso, eles não são como pessoas. Eles são melhores.”
Gente, pensem em uma série com comédia dramática e humor negro, é essa série. Comecei a ver e não parei até terminar de vê-la por completa, por ter apenas uma temporada, composta de oito episódios e com duração de meia hora cada, dá pra ver em uma tarde, e eu recomendo! O Kier interpretou muito bem o papel do Sam, dava para sentir as aflições que ele sentia, o modo de como ele via o mundo e o jeito que ele levava tudo no pé da letra. E o mais bacana de tudo isso é que a série não se concentra apenas no autismo, e sim na relação entre a família, amor na adolescência, primeira vez, traição e outras coisas.
Devo confessar que fiquei com dó do Sam em algumas cenas quando as pessoas não o compreendia, e fiquei pensando depois: como eu reagiria se convivesse com alguém autista? A série nos leva a diversos pensamentos e reflexões sobre nossas vidas e atitudes. Quem puder ver, veja e comente aqui o que achou. E quem já viu, me conte, o que achou da série? :)

Quem quiser ver o trailer clica aqui!

Comentários via Facebook

4 COMENTÁRIOS:

  1. Não conhecia a série,e por motivos pessoais,preciso assistir.
    Gostei bastante da dica por tratar de pessoas com autismo.Em suas aflições e descobertas.
    É difícil compreender como eles vêem os problemas e situações tão comuns para quem não tem autismo. Mas a vida deles é bem mais complicada por não serem compreendidos.
    E que bom que trata também de assuntos familiares e amizades.

    Ah,não posso deixar de comentar sobre o quote que nos mostrou Nicoli;
    Acho que os pinguins são realmente melhores do que nós! 💛

    Ótima dica de série!

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  2. Olá
    Eu vi a série em uma pancada só. Eu tenho um amor grande pela Casey e um ódio gigante da Elsa. Do mais, quero muito segunda temporada.

    Vidas em Preto e Branco

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  3. Olá! Tudo bem?
    Bom, essa série eu só vi o trailer, mas ainda não vi , mas gostei muito do tema que aborda a série, onde ainda uma parte da sociedade julga por ser diferente e acha estranho :/
    E Netflix, meu amor, continue trazendo séries com temas que ainda é um tabu pra sociedade, pra jogar na cara deles!!

    Agora estou indo lá assistir, beijos.

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  4. Michelli Santos Prado30 de setembro de 2017 20:15

    Vi estes dias por acaso o trailer e fiquei muito curiosa, creio que nunca vi nada que tratasse desse assunto, de uma forma atual e mesmo leve e sarcástica. Já adicionei para a lista dos seriados que gostaria de olhar.

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