13 junho 2017
Iany Tavares

Resenha de Livro #245: A Vida em Tons de Cinza - Ruta Sepetys


Título: A Vida em Tons de Cinza
Autor: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410167
Ano: 2011
Páginas: 240

Classificação:

A vida em tons de cinza foi escrita pela autora Ruta Sepesty, e publicado no Brasil pela editora Arqueiro.

Essa história se passa em 1941, onde a União Soviética era dominada por Stalin, e pouco se conhece sobre esse lado da guerra. A personagem principal, Lina Vilkas, de apenas 15 anos, conta como ela e sua família foram parar em um campo de trabalho forçado, na Sibéria, onde sofreram inúmeros tipos de abusos e humilhações. A família de Lina luta para sobreviver, enquanto sangue é derramado por todo lugar.

Confesso que, antes de pegar nesse livro pela primeira vez, eu nunca tinha ouvido falar nem sobre a história ou a autora, mas posso dizer que não me arrependi pela escolha de jeito algum! É uma história um pouco triste, tenho que admitir, mas a luta que os personagens nos transmitem, fazem com que a tristeza passe um pouco e ficamos inclinados a ouvir esse lado da história que antes poucos sabiam.

Lina é uma jovem de 15 anos que possui incríveis habilidades artísticas. Quando a guerra começou e seu país foi invadido pelo soviéticos, ela e sua família são sequestradas e mandadas para o campo de trabalho, enquanto sofrem pelo desaparecimento de seu pai, um importante professor de uma universidade Lituânia. Apesar de aparentar ser apenas mais uma jovem, podemos ver na personagem principal um grande instinto em proteger sua família dos terrores que a cercam. Ela fica encarregada de cuidar da mãe e do irmão mais novo, tentando sempre amenizar a situação que eles enfrentam, se isso é possível.

No decorrer da história, somos apresentados a outras famílias que se veem na mesma condição de Lina, destroçadas pela guerra. É exatamente nesse contexto que ela conhece um garoto chamado Andrius, cujo só tinha mãe ao seu lado, já que seu pai também havia desaparecido. Juntos, eles agarram qualquer esperancia que se pode ter em uma situação como aquela, sempre ajudando um ao outro.Com a ajuda de Andrius, Lina deixa pistas para seu pai, através de seus desenhos e até de textos, para que ele pudesse encontrá-la novamente e resgatá-la daquela terrível realidade.

A leitura consegue ser realizada de uma maneira simples e interessante, pois o livro é muito bem escrito. As 240 páginas podem ser devoradas muito rapidamente, pois vemos uma narrativa cativante e muito bem elaborada.

Esse é um livro onde vemos a que ponto a crueldade do homem pode chegar, e o porquê de chegar lá. A história possui cenas muito dolorosas e difíceis de se imaginar, ainda mais em um mundo onde vivemos. A crueldade está estampada em cada página, mas também vemos o que o amor e a esperança podem fazer conosco, e que é por causa deles que conseguimos sobreviver aos dias mais difíceis.

Eu amei o livro, e espero que vocês também gostem dessa recomendação. Alguém já ouviu falar?

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4 COMENTÁRIOS:

  1. Olá!
    Não conhecia esse livro. E imagino que não deve ser nada fácil lê-lo!
    Atrocidades cometidas contra às pessoas nas guerras , são sempre revoltantes.
    O bom que apesar de todos os absurdos, ainda temos a personagem Lina,que ainda encontra forças para prosseguir...
    Sou bem covarde em ler livros ou assistir filmes do gênero. Mas gostei da dica!
    Quero conhecer essa história.
    Ah! A capa é linda!
    Mostra de forma bem simples a esperança no meio da tristeza. :)

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  2. Olá!
    Já ouvi sim falar do livro, mas não tinha ideia do que a história tratava.
    Ai, a Lina parece ser uma jovem super forte e guerreira, que ama muito sua família e a protege acima de tudo. Só de ler a resenha percebo que o não-tão-casal formado por ela e pelo Andrius é encantador.
    A capa transmite totalmente a mensagem de esperança, amor e superação, encontrada no livro, que você citou aqui na resenha.

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  3. Nunca li nada sobre esse livro e nem conhecia a autora também!
    Gosto muito dos livros que retratam famílias e história sobre alguma Guerra, ou mesmo sobre algo importante da história do mundo!
    Achei legal o fato de a menina ser apenas uma jovem e ter que se segurar para ajudar a família e tentar achar pistas sobre seu pai!
    Deve ser bem emocionante e triste!

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  4. Já ouvi falar do livro, mas essa capa parece mais de um livro de autoajuda, então nunca cheguei a pegá-lo ou pesquisar sobre.
    A história parece ser bastante comovente, uma mistura de Anne Frank com A menina que roubava livros, mas dessa vez não se passava na Alemanha e sim na URSS, mas parece que os desprezos pelo ser humano não eram diferentes.
    Com certeza fiquei curioso para lê-lo.

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