13 abril 2017
Nicoli Vieira

Resenha de Livro #228: O Doador de Memórias - Lois Lowry

Autor: Lois Lowry
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412994
Páginas: 192
Classificação 
Olá, leitores! Hoje trago para vocês a resenha de “O doador de memórias”. Inicialmente o livro foi lançado nos Estados Unidos no ano de 1993, entretanto ele não bombou como muitas distopias, mas a Arqueiro comprou os direitos e o lançou em 2014, tornando-o um sucesso de vendas.
“Como seria possível alguém não se adaptar? A comunidade era tão meticulosamente organizada, as escolhas eram feitas com tanto cuidado!”
O livro se passa em universo perfeito, onde não há dor, tristeza, rancor, raiva, entre outros sentimentos ruins, mas em contrapartida, também não há amor, felicidade, alegria, resumindo, é um mundo isento de sentimentos, um mundo cinza. E para completar, a população não possui o livro arbítrio, tudo é controlado pelo governo.

Nessa sociedade, todas as crianças ao completarem seus doze anos têm o seu tributo adquirido -sua profissão-, e tudo depende da forma em que você se comportou desde a infância até a pré-adolescência. O nosso protagonista, o Jonas, terá sua profissão escolhida em um reunião entre o governo e a sociedade, apesar de estar bem ansioso pelo o que será de seu futuro, ele também aparenta estar bem animado, mas nenhuma das profissões que ele já imaginou chegariam aos pés da qual ele recebeu.

Jonas recebe o cargo de “O recebedor”, ele tem como função guardar todos os sentimentos e lembranças do passado, sejam eles bons ou ruins. Apesar de estar ressentido com essa profissão, ele também ficou bem entusiasmado para poder conhecer um pouco mais sobre um mundo do qual ninguém tem conhecimento, a não ser o doador. O que ele não desconfiava é que o mundo do qual ele realmente conhece é apenas uma fachada. Entre as novas descobertas estão as cores, o amor, a felicidade, o medo, o que é a guerra, o que é a felicidade, o que é a neve, entre outros sentimentos e sensações. E descobre também que para ser recebedor também acarretará pra ele grandes desafios.
"– Jonas foi escolhido para ser o nosso próximo Recebedor de Memória. Nós lhe agradecemos por sua infância."
O que falar desse livro que li em dois dias e que preciso do segundo volume? Gente, o livro é incrível! Para um livro lançado primeiramente em 1993, essa obra traz algo muito recente, parece que o Lois realmente o escreveu nessa década.

A sociedade em que Jonas vive pode ser considerada perfeita, mesmo que você não tenha a possibilidade de escolher quem será seu futuro marido/esposa, qual profissão você terá, entre outras escolhas que um ser humano faz durante a vida; mas para a sociedade tudo é perfeito, melhor não pode ficar. Porém, quando o Jonas começa a receber todas as memórias -primeiramente as boas- ele começa a perceber que o mundo em que vive é horrível, mas quando as lembranças ruins são repassadas, ele percebe que aquele passado que é horrível, e esse passado é o nosso mundo presente. 

Recomendo a leitura para todos aqueles que gostem de leituras rápidas e distopias, mas por favor, não vão com muita sede ao pote porque vocês podem acabar se arrependendo, principalmente pelo final. Não encontrei nenhum erro de revisão, as letras são aconchegantes para as vistas e capa é o cartaz do filme.

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1 COMENTÁRIOS:

  1. Oi Nicoli. ;)
    Para ser bem sincera nunca tive muito interesse em ler esse livro.
    Acho que por não gostar tanto assim de distopias.

    Eu fiquei surpresa agora,em saber que esse livro foi lançado há muitos anos. Pensei que fosse bem mais recente.
    Bem,sentimentos ruins poderiam realmente não existir...mas como saberíamos apreciar o que é bom,sem saber o que nos fere?!

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